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Ocaso
Nem todos os dias são de flores Nem mesmo são de belas cores Alguns perfumes também se escondem Algumas letras se veem tortas Poucas imagens causam impressão E as vaidades caem no chão Nem todas as idéias sempre dão certo As manchas cobrem o coração Também a voz se cala e bem cansada pede ao silêncio uma união Nem sempre as flores enfeitam vasos Algumas secam em seu próprio pé Enfeitam apenas por alguns dias Conhecem bem a falta de fé Morrem os dias, morrem as noites Tardes se jogam de encontro ao chão Deixam no céu um clarão suspenso Em pouco tempo, vem a escuridão A lua nasce por trás dos morros Com a intenção que sempre tem Contar vantagem emprestando a luz De um sol que brilha ,no outro lado, para outro alguém
luferretti
Enviado por luferretti em 01/05/2009
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